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Força Nacional do SUS chega a Dourados diante de 692 notificações de chikungunya e suspensão de aulas em aldeia indígena

Dourados News 

A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) já está em Dourados para reforçar o combate à epidemia de chikungunya na Reserva Indígena. A equipe se reuniu no Núcleo Regional de Saúde do Governo do Estado com autoridades locais para avaliar o cenário e definir estratégias de atuação, que terão início nesta quinta-feira (19) nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Participam das discussões representantes do Governo do Estado, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), incluindo o polo de Dourados e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (Dsei/MS), além do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD/Ebserh).

Segundo o Ministério da Saúde, o diretor da FN-SUS, Rodrigo Guerino Stabeli, ainda cumpre agenda com representantes das secretarias municipais de saúde de Dourados e Itaporã. Desde a semana passada, os municípios, em parceria com a Sesai, realizam um mutirão de combate ao mosquito transmissor da doença, com agentes de endemias percorrendo residências.

Os detalhes da atuação da FN-SUS devem ser apresentados em coletiva de imprensa marcada para as 16h, na sede do HU-UFGD/Ebserh.

A Força Nacional do SUS atua em situações de emergência em saúde pública, oferecendo assistência especializada, apoio técnico e logístico, além de atendimento médico e diagnóstico situacional.

Além dos impactos na rede de saúde, a epidemia já afeta o cotidiano da população. Nesta quarta-feira (18), quatro escolas estaduais e municipais da aldeia Jaguapiru suspenderam as aulas após lideranças indígenas relatarem alto número de alunos e educadores afastados por atestado médico. Na aldeia Bororó, as atividades seguem normalmente.

Força-tarefa intensifica atendimentos

A ação integrada envolve profissionais como médicos, enfermeiros, residentes de saúde indígena e farmacêuticos. O atendimento ocorre em um ambulatório itinerante montado na quadra da Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatu, na aldeia Jaguapiru.

No local, é feita a triagem dos pacientes e, em casos suspeitos de chikungunya, são realizados notificações, coleta de exames, medicação e entrega de remédios para continuidade do tratamento em casa. Casos mais graves são encaminhados ao Hospital da Missão, no caso de adultos, e ao Pronto Atendimento Pediátrico Referenciado (PAP-R) do HU-UFGD/Ebserh, para crianças.

Mutirão busca eliminar focos do mosquito

Paralelamente ao atendimento dos doentes, equipes das prefeituras de Dourados e Itaporã, junto com a Sesai e o Governo do Estado, realizam ações preventivas para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti.

Cerca de 90% dos focos identificados estão em caixas d’água utilizadas pela população para consumo e higiene, devido à ausência de rede de abastecimento. Também há registros frequentes de larvas em acúmulo de lixo, agravados pela falta de coleta regular nas residências.

Casos e mortes preocupam autoridades

De acordo com o Informe Epidemiológico Diário divulgado nesta quarta-feira (18), a Reserva Indígena contabiliza 692 notificações de chikungunya. Desse total, 74 casos foram descartados, 217 confirmados e 401 seguem em investigação.

O levantamento, elaborado pela Sesai em conjunto com o Governo do Estado, aponta ainda que ao menos 90 pessoas com suspeita da doença precisaram de atendimento hospitalar. Entre os internados, três tiveram confirmação da doença. Quatro mortes já foram registradas.

Atualmente, a Reserva abriga cerca de 21 mil indígenas e conta com quatro unidades básicas de saúde, com seis equipes, administradas pela Sesai — duas em cada aldeia.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News 

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