Alckmin diz que alta do diesel não justifica greve de caminhoneiros, apesar de pressão da categoria
![]() |
| Divulgação |
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira (17) que “não há motivos” para o alerta de greve emitido por caminhoneiros diante da alta no preço do diesel. A declaração foi dada durante conversa com jornalistas no aniversário do ex-ministro José Dirceu (PT).
Segundo Alckmin, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou medidas importantes para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis. Ele destacou a retirada dos impostos federais PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de uma subvenção para conter o aumento do preço.
“Você não tem o condão de parar a guerra. O que pode fazer é minimizar o impacto”, afirmou o vice-presidente, ressaltando que o objetivo é garantir o abastecimento e reduzir os efeitos do conflito internacional.
Apesar disso, a possibilidade de uma nova paralisação nacional voltou ao radar do governo. A escalada no preço do diesel e a insatisfação com as medidas adotadas têm mobilizado lideranças da categoria, que já discutem a deflagração de uma greve, embora ainda sem data definida.
O estopim da insatisfação foi a sequência de decisões envolvendo o combustível. No dia 12 de março, o governo federal zerou os impostos e anunciou uma subvenção que poderia reduzir o preço em até R$ 0,64 por litro. No entanto, no dia seguinte, a Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, pressionada pela alta do petróleo no mercado internacional.
Para os caminhoneiros, o reajuste acabou anulando os efeitos práticos das medidas de alívio.
Além do preço do combustível, a categoria cobra o cumprimento da tabela de frete mínimo, prevista na Lei 13.703/2018. Segundo os profissionais, a falta de fiscalização permite que serviços sejam realizados abaixo do valor mínimo, reduzindo a renda dos motoristas.
Outras reivindicações incluem isenção de pedágio em viagens sem carga e maior previsibilidade nos custos operacionais, considerados essenciais para a sustentabilidade da atividade.
Impasse entre União e estados amplia crise
O cenário é agravado por um impasse federativo. Governadores recusaram o pedido do governo federal para reduzir o ICMS sobre o diesel, alegando perdas bilionárias com cortes anteriores e risco às finanças estaduais.
A falta de consenso limita o alcance das medidas adotadas pela União e mantém a pressão sobre o preço do combustível, aumentando o risco de uma paralisação em escala nacional.
Com cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e outros 750 mil motoristas com carteira assinada no Brasil, um movimento coordenado da categoria pode gerar impactos significativos na logística e na economia do país, como já registrado em greves anteriores.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


