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8 de março: Dia de Luto e Reflexão pelas Mulheres Vítimas de Feminicídio

Ilustrativa 

Neste domingo, 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o tom não é apenas de comemoração, mas também de luto, reflexão e enfrentamento à violência contra a mulher. A data lembra as milhares de mulheres que perderam a vida vítimas de feminicídio — a maioria assassinada dentro de casa por maridos, ex-companheiros, namorados ou até mesmo familiares.

A mulher que é mãe, filha, neta ou avó continua sendo alvo de uma violência brutal que, muitas vezes, acontece em silêncio e dentro do próprio lar. São crimes marcados por extrema crueldade, que revelam uma realidade preocupante em todo o país.

Especialistas e campanhas de conscientização alertam que certas atitudes não podem ser consideradas normais em um relacionamento. O ciúme excessivo, o controle constante sobre tudo o que a mulher faz, a vigilância sobre suas amizades e relações familiares, ou quando seus desejos e vontades nunca são levados em consideração, são sinais de alerta.

Muitas vezes, a mão que antes acariciava passa a agredir e deixar marcas. O parceiro que antes demonstrava carinho passa a silenciar a vítima por meio da violência física ou psicológica. Situações como essas não devem ser aceitas como naturais.

A orientação é clara: nenhuma mulher está sozinha. A violência contra a mulher — seja ela doméstica ou não — precisa ser denunciada. O verdadeiro amor não agride, não humilha e não causa medo.

Números alarmantes no Brasil

Dados divulgados em março de 2026 mostram que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde que o crime passou a ser tipificado na legislação, em 2015.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 4,7% em relação a 2024.

Isso representa uma média de aproximadamente quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero.

Entre as vítimas, cerca de 50% tinham entre 30 e 49 anos, e em 13% dos casos as mulheres já possuíam medida protetiva de urgência, o que evidencia a gravidade da violência mesmo quando há intervenção judicial.

Mato Grosso do Sul entre os estados com maior índice

No Mato Grosso do Sul, o cenário também é preocupante. Em 2025, o estado registrou 39 casos de feminicídio, número superior ao de 2024, que teve 35 ocorrências.

O aumento ficou entre 11% e 15,7%, colocando o estado entre os quatro mais violentos do país nesse tipo de crime.

A taxa registrada foi de 2,7 feminicídios para cada 100 mil mulheres, muito acima da média nacional, que é de 1,43.

Em média, uma mulher foi assassinada a cada 8 ou 9 dias no estado durante o ano de 2025.

Já nos primeiros três meses de 2026, cinco mulheres já foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul.

Assim como ocorre no restante do país, a maioria das vítimas foi morta dentro da própria casa, geralmente por companheiros ou ex-companheiros que não aceitavam o fim do relacionamento.

Violência doméstica segue em alta

Os dados do Monitor da Violência da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp/MS) mostram que 2025 foi um dos anos mais violentos para as mulheres no estado.

Foram registradas mais de 21 mil denúncias de violência doméstica, evidenciando que muitas mulheres ainda convivem diariamente com agressões físicas, psicológicas e ameaças.

Como forma de lembrar as vítimas e reforçar políticas públicas de enfrentamento, foi instituído no final de 2025 o Dia Estadual de Reflexão e Memória pelas Vítimas de Feminicídio em Mato Grosso do Sul.

Onde pedir ajuda

Mulheres vítimas de violência podem buscar apoio e denunciar pelos seguintes canais:

180 – Central de Atendimento à Mulher (serviço nacional, gratuito e anônimo).

190 – Polícia Militar, em casos de emergência.

Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) em Mato Grosso do Sul.

A mensagem reforçada neste 8 de março é clara: violência não é amor. Denunciar pode salvar vidas.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News 

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