PMMS rebate acusações de “extermínio” e defende legalidade em ocorrência no centro de Campo Grande
![]() |
| PMMS |
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) divulgou nota pública para esclarecer pontos que vêm sendo apresentados no debate sobre a recente ocorrência registrada na região central de Campo Grande.
No comunicado, a corporação afirma que o uso do termo “extermínio” pressupõe prática sistemática, direcionada e reiterada contra determinado grupo social, o que, segundo a instituição, configura uma acusação grave e que exige comprovação objetiva.
De acordo com a PMMS, até o momento não há qualquer dado oficial que indique atuação sistemática ou direcionada da corporação contra grupos sociais específicos. A instituição sustenta que não possui histórico estatístico que respalde essa narrativa e destaca sua presença nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, com ações voltadas à segurança e ao bem-estar da população.
Dinâmica da ocorrência
Sobre o episódio em análise, a Polícia Militar informou que a situação teve início com uma abordagem que evoluiu para luta corporal. Durante a ação, conforme a nota, a arma de um policial teria sido tomada e apontada contra a equipe, configurando risco concreto e imediato à vida dos agentes e de terceiros.
Em relação às alegações de excesso devido ao número de disparos efetuados, a corporação esclareceu que os protocolos de uso da força não se baseiam na contagem isolada de tiros, mas na necessidade de cessar a ameaça. Segundo a PMMS, a intervenção ocorre até que o risco seja neutralizado, especialmente em situações que envolvem arma de fogo direcionada contra policiais ou outras pessoas.
A instituição ressaltou ainda que ocorrências com ameaça armada se desenvolvem em frações de segundo e que análises posteriores devem considerar o contexto enfrentado no momento da ação, e não percepções dissociadas da dinâmica do confronto.
Posicionamento institucional
Na nota, a Polícia Militar lamenta profundamente a perda de qualquer vida, mas reafirma que:
Atua com base na legalidade, na técnica e na filosofia de Polícia Comunitária;
Não direciona ações por identidade, condição ou pertencimento social;
Está submetida à investigação regular dos órgãos competentes;
Permanece aberta ao diálogo responsável com todos os segmentos da sociedade.
A corporação também destacou que considera o debate público legítimo, mas ponderou que generalizações sem dados não contribuem para a discussão.
Há 190 anos em atividade, a PMMS reforçou que seu compromisso permanece sendo com a segurança e a proteção da população sul-mato-grossense.
ASSECOM PMMS
Assessoria de Comunicação
Por: Redação - Jornal A Princesinha News



