Homem que matou corretora é condenado a 21 anos de prisão em MS
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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o homem que matou a corretora de imóveis Amalha Cristina Mariano Garcia, de 43 anos, a 21 anos de prisão. Fabiano Garcia Sanches foi sentenciado por latrocínio — roubo seguido de morte — e ocultação de cadáver. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, e ele não poderá recorrer em liberdade.
O crime ocorreu em 21 de maio de 2024, no bairro Jardim Centenário, em Campo Grande. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Amalha foi até a residência do acusado para cobrar um valor que havia emprestado a ele. No local, segundo a acusação, ela foi agredida com socos e chutes, além de ter a cabeça batida contra móveis e contra a parede. Mesmo após desmaiar, as agressões teriam continuado com o uso de pedras e pedaços de madeira.
De acordo com o processo, após o crime, o corpo da vítima foi colocado no porta-malas do próprio veículo, um Jeep Renegade, e levado até uma área de mata na região conhecida como Porto Seco, às margens da MS-145, onde foi abandonado.
A ação penal foi conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça, sob responsabilidade da promotora Suzi D’Angelo. O Ministério Público sustentou que o crime foi premeditado e teve motivação patrimonial, já que o réu pretendia vender o carro da vítima.
Durante as investigações, foram reunidas provas técnicas, incluindo laudos periciais, rastreamento do veículo e imagens de câmeras de segurança. As gravações mostram que Amalha entrou na residência às 12h21. Minutos depois, o acusado colocou o carro na garagem e saiu dirigindo sozinho. A perícia também encontrou impressões digitais do réu no veículo e vestígios de sangue em um banco de madeira da casa e no volante do automóvel.
Testemunhas relataram ainda que Fabiano já tentava negociar a venda do Jeep por valores entre R$ 14 mil e R$ 18 mil antes mesmo de o desaparecimento da corretora ser divulgado.
Durante o julgamento, a defesa alegou que um terceiro homem teria cometido o crime e obrigado o réu a ajudar a ocultar o corpo. A versão foi rejeitada pelo juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, que destacou a consistência das provas apresentadas pela acusação.
Na sentença, o magistrado afirmou que ficou comprovado que o réu agiu com o objetivo de subtrair o veículo da vítima para obter vantagem financeira. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por latrocínio e a um ano por ocultação de cadáver, além do pagamento de 20 dias-multa.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


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