Aquidauana está entre os alvos da operação Cartas Marcadas que apura fraude milionária em licitações
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| Foto: Jornal A Princesinha News |
Além de Aquidauana, a operação ocorre em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos. As ordens foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
Ao todo, foram determinadas:
- 46 mandados de busca e apreensão;
- 5 mandados de afastamento de servidores públicos;
- 22 ordens que proíbem investigados de contratar com o poder público;
- 3 suspensões de contratos atualmente em vigor.
A ofensiva é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), por determinação da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). Segundo o MPMS, a medida indica a existência de investigados com foro por prerrogativa de função.
Esquema estruturado
Conforme as investigações, a organização criminosa teria atuação concentrada principalmente nos municípios de Corguinho e Rio Negro, mas com desdobramentos que alcançam outras cidades, incluindo Aquidauana.
O Ministério Público aponta a participação de agentes políticos e servidores públicos no direcionamento de processos licitatórios. O grupo, segundo a apuração, atuava desde compras diretas de materiais de expediente até contratos de obras públicas.
Em alguns casos investigados, as obras teriam sido iniciadas antes mesmo da formalização oficial dos contratos, o que levanta suspeitas de combinação prévia de resultados. Os contratos sob análise foram firmados nos últimos três anos e alcançam o montante aproximado de R$ 9 milhões.
Provas obtidas em operações anteriores
Parte das provas utilizadas na atual investigação foi obtida a partir de celulares apreendidos nas operações “Turn Off” e “Malebolge”. O compartilhamento do material foi autorizado judicialmente.
De acordo com o MPMS, as mensagens extraídas dos aparelhos permitiram identificar o suposto modo de atuação do grupo e apontar agentes políticos considerados articuladores do esquema.
A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar.
O nome “Cartas Marcadas” faz alusão à suspeita de que os processos licitatórios já teriam vencedores definidos antes mesmo da abertura oficial, comprometendo a legalidade e a transparência das contratações públicas.


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